Informativo Jurídico

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Atualizado em 25 de setembro de 2026

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Prazo para questionar doação inoficiosa de imóvel começa a contar do registro
Direito Civil

Prazo para questionar doação inoficiosa de imóvel começa a contar do registro

No REsp 2.012.027/SP, julgado em 31/08/2026, a Quarta Turma decidiu que a prescrição da ação para anular doação que excede a parte disponível corre do registro da transferência no Registro de Imóveis, e não da escritura. Nas disposições testamentárias, o marco não é a data do testamento, pois o prejuízo só surge com a morte.

Anoreg/RS
STJ afeta repetitivo sobre locação por curta temporada (Airbnb) em condomínios e suspende processos no país
Direito Imobiliário

STJ afeta repetitivo sobre locação por curta temporada (Airbnb) em condomínios e suspende processos no país

A Segunda Seção do STJ afetou o Tema 1.443 (REsp 2.272.537 e 2.272.536, rel. Min. Raul Araújo) para definir, com efeito vinculante, se a cláusula de destinação residencial da convenção basta para impedir a locação por curta temporada via plataformas. Todos os processos individuais e coletivos sobre o assunto ficam suspensos até o julgamento.

STJ
STJ afasta união estável post mortem e reconhece namoro qualificado
Direito de Família e Sucessões

STJ afasta união estável post mortem e reconhece namoro qualificado

No REsp 2.227.076, a Terceira Turma, por 3 a 2, negou o reconhecimento de união estável após a morte de um dos parceiros, mesmo com filho em comum, noivado registrado e inclusão como dependente. A maioria viu planos de família futura, e não família já constituída.

IBDFAM
Alimentos vitalícios fixados em escritura pública podem ser revistos ou extintos
Direito de Família e Sucessões

Alimentos vitalícios fixados em escritura pública podem ser revistos ou extintos

Sob relatoria do Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, a Terceira Turma entendeu por unanimidade que a pensão vitalícia entre ex-cônjuges pactuada em escritura se submete à revisão ou exoneração dos arts. 1.699 e 1.708 do Código Civil. No caso, a ex-esposa havia alcançado independência financeira.

STJ
STJ admite penhora de milhas e pontos de programas de fidelidade
Direito Civil

STJ admite penhora de milhas e pontos de programas de fidelidade

A Terceira Turma reconheceu por unanimidade que milhas e pontos têm valor patrimonial e podem ser penhorados em execuções. A medida não é automática, cabendo ao credor indicar os programas e ao juiz avaliar o caso, inclusive a transferibilidade dos pontos.

Panrotas
Sócio de fato pode exigir prestação de contas antes de constar no contrato social
Direito Societário

Sócio de fato pode exigir prestação de contas antes de constar no contrato social

No REsp 2.085.219, a Terceira Turma entendeu que ex-esposa que recebeu quotas na partilha pode exigir contas do administrador desde a separação, e não apenas a partir do registro na Junta Comercial. Basta comprovar o vínculo jurídico com a sociedade, respeitado o prazo prescricional de dez anos.

STJ
STJ admite partilha amigável com divisão desigual dos quinhões hereditários
Direito de Família e Sucessões

STJ admite partilha amigável com divisão desigual dos quinhões hereditários

No REsp 2.225.451 (rel. Min. Nancy Andrighi), a Terceira Turma decidiu que herdeiros maiores e capazes podem dividir a herança em partes desiguais por acordo, cabendo ao juiz verificar apenas a regularidade formal e o consentimento. O ajuste foi enquadrado como cessão de direitos, e eventuais reflexos tributários ficam a cargo do fisco.

STJ
DREI padroniza dados cadastrais e atos empresariais nas Juntas Comerciais
Direito Societário

DREI padroniza dados cadastrais e atos empresariais nas Juntas Comerciais

A instrução normativa, publicada no DOU em 25/06/2026, cria regras nacionais para coleta, atualização e compartilhamento dos dados cadastrais das empresas, como capital social, sócios e representantes, com medidas antifraude e de proteção de dados. As Juntas têm 180 dias para adequação.

LegisWeb (IN DREI/MEMP nº 1/2026)
STJ exige prova de abuso para desconsideração da personalidade jurídica (Tema 1.210)
Direito Societário

STJ exige prova de abuso para desconsideração da personalidade jurídica (Tema 1.210)

Em recursos repetitivos (REsp 1.873.187 e 1.873.811), a Segunda Seção firmou que, nas relações civis e empresariais, a desconsideração depende de prova efetiva de desvio de finalidade ou confusão patrimonial. A falta de bens penhoráveis ou o encerramento irregular da empresa, isoladamente, não bastam.

STJ
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